Autor
André Trafic é um artista urbano português, nascido em Lisboa em 1989.
Com o poder libertador e explosivo de expressão artística do graffiti, que desenvolve desde 2010, descobriu a sua linguagem e estilo caracterizados por construções espaciais volumétricas, quase como esculturas imaginárias, por vezes abstratas ou sem definição clara, mas sempre com um carácter atmosférico, sonhador e de elevação.
Cada trabalho seu é inspirado nas dinâmicas da existência humana relacionadas com o mundo que nos rodeia, um jogo de Natureza vs Indústria, Linhas orgânicas vs Geometrias, Harmonia vs Caos.
Hoje em dia podemos encontrar o seu trabalho e linguagem artística entre murais, esculturas cerâmicas e painéis de azulejo. Este contraste entre a instantaneidade do spray e o trabalho demorado e meticuloso associado à cerâmica, conferem-lhe uma versatilidade e noção temporal únicas.


Descrição
Entrelaça a herança pescatória de Sesimbra com a arte contemporânea, ao criar um mural imersivo que transcende o tempo. Linhas fluidas e formas tridimensionais abstractas evocam a fluidez do oceano, e as suas ligações íntimas com a paisagem costeira.
A composição do mural desenrola-se como um sonho, com camadas que convidam os espectadores a mergulharem nas suas profundezas. Na sua essência está o espírito do mar, representado por formas dinâmicas que dançam e balançam ao ritmo das ondas e das marés. Os elementos 3D acrescentam uma profundidade interactiva, permitindo aos espectadores “navegar” pela obra de arte.
No meio desta vastidão onírica, emergem sugestões do legado marítimo de Sesimbra – barcos de pesca, redes e outros motivos náuticos harmoniosamente colocados na tapeçaria do mural. Estas referências subtis prestam homenagem à história da vila, ao mesmo tempo que oferecem uma reinterpretação contemporânea do seu encanto.
“A Maré dos Sonhos” é mais do que um mural: é um portal para outro mundo, onde a imaginação manda e as fronteiras entre a realidade e o sonho se esbatem. A cada passagem, novos pormenores emergem, novos ângulos e novas interpretações, convidando assim à contemplação e à descoberta pelo público.
À medida que a luz do sol dança sobre a sua superfície, lançando sombras que mudam e se transformam com a mudança das marés, o mural torna-se uma entidade viva e respirante com as suas linhas fluídas e tridimensionais – uma celebração vibrante do passado, presente e futuro de Sesimbra.
Galeria




